DESMATAMENTO NO CERRADO

O Governo continua tentando enganar a população com uma Campanha contra o desmatamento, pois o mesmo a cada dia por meio de setores de sua responsabilidade emite as licenças para tal pratica.

O Tocantins está entre os três Estados que mais desmatam o Cerrado, ficando atrás apenas do Maranhão e Piauí. O Maranhão com 1.587 km² a menos de vegetação nativa, o Piauí com 979 km² de novos desmatamentos e o Tocantins com 970 km² desmatados.

Maranhão é o estado com desmatamento mais acelerado do País

Segundo o IBGE, só restam 31% das áreas de floresta densa e 0,09% da floresta aberta (babaçu) do estado.

O Maranhão foi o estado que desmatou com maior rapidez áreas de floresta de 1980 para cá. Segundo dados do mapa de recursos naturais, elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), só restam 31% das áreas de floresta densa e 0,09% da floresta aberta (babaçu) do estado.

É preocupante também a velocidade de devastação do cerrado, cuja área já foi reduzida em 25%, passando de 74.288,57km{+2} de vegetação natural para os atuais 57.130,04 km{+2}. Num estudo que considera apenas a Amazônia Legal, o Maranhão é o estado que possui maior área devastada, seguido por Tocantins e Mato Grosso.

“A soja ocupou as áreas de cerrado, no topo das chapadas. O mais preocupante é que nestas chapadas estão as nascentes dos três principais rios do estado, que são o Parnaíba, Mearim e Itapecuru. Ao contrário da vegetação natural, a lavoura impermeabiliza o solo, faz com que a água escorra, promovendo enchentes, e, ao mesmo tempo, reduz a vazão dos rios”, explicou Pedro Leal Bezerra, da gerência de recursos naturais do IBGE.

No caso das florestas, segundo o IBGE, elas estão restritas basicamente a áreas protegidas, especialmente reservas indígenas. Para Bezerra, se o Código Florestal, a ser sancionado pela presidente Dilma Rousseff, for de fato cumprido, o problema será solucionado. Se não houver fiscalização nos estados, porém, a devastação tende a continuar em ritmo acelerado.

Além de modificar a infiltração de água no solo, a atividade agrícola traz risco de contaminação por defensivos agrícolas.

O Maranhão poderia ainda usar menos água de rios para o consumo humano e para as lavouras. O mapa mostra que o estado possui aquíferos com volume estimado de 17.500 km³. Eles estão na bacia do Rio Parnaíba, nas rochas de Cabeças, Serra Grande, Sambaíba, Corda, Grajaú, Itapecuru, Ipixuna e Barreiras, com vazões que podem atingir 1.000 m³/h. A bacia sedimentar do Parnaíba tem, no total, 600 mil km², e, além do Maranhão, se estende pelos estados do Piauí e Pará.

- O estado usa principalmente a água superficial dos rios para abastecimento. Essas águas poluídas exigem tratamento, o que as torna caras para o consumo. Se usasse o aquífero, o Maranhão teria água potável, sem poluição alguma e que não exige tratamento. Basta furar poços. É uma alternativa bem mais barata - diz Bezerra.

O mapa, feito com auxílio de imagens de satélite, inclui os biomas Amazônia, Cerrado e Caatinga e seis tipos de vegetação: Floresta Ombrófila Densa (com árvores que não perdem as folhas na estação seca), Floresta Ombrófila Aberta (dominada por babaçu e/ou cipós), Floresta Estacional Semidecidual (com árvores que perdem parte das folhas na estação seca), Floresta Estacional Decidual (com árvores que perdem mais de 50% das folhas na seca), Savana(Cerrado) e Savana-Estépica (Caatinga do Sertão Árido) e as Áreas de Formações Pioneiras (várzeas e mangues, principalmente).

O mapa revela ainda falhas geológicas que podem guardar minérios importantes a serem explorados na região das serras Pirapemas, Picos-Santa Inês, Tianguá-Carolina e Transbrasiliano. Em 2010, foi descoberta reserva de gás natural em Capinzal do Norte na região de Picos-Santa Inês. Segundo o IBGE, num poço perfurado pela Petrobras na década de 60, na região do município de Balsas, também foram encontrados indícios de gás natural. O município fica na área da falha geológica Tinguá-Carolina.

O Maranhão, segundo o IBGE, tem solos ao Sul e Norte do estado que precisam ser alvo de preservação ambiental, por apresentar alto risco de erosão. O mapa de recursos naturais do país deve ficar pronto em 2014. A primeira área mapeada foi a da Amazônia Legal e o Maranhão foi o último estado a ter seus dados detalhados

29 Dez 2011 . 17:28 h . Agência Globo .

Multas

O número de autos (multas) aplicados, tanto pelo Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) quanto pelo Ibama, em propriedades com desmatamento ilegal, no Tocantins, também caiu quando comparados os resultados de 2010 e 2011 (até o fechamento desta edição). Em 2010, o Naturatins aplicou 126 autos de infração, enquanto, em 2011, esse número é de 85, considerando que o último resultado ainda não está fechado. Já o Ibama, em 2010, aplicou 345 autos com multas que somam R$ 30 milhões e em 2011 (setembro), as multas somam R$ 15 milhões de 148 autos. (Jornal do Tocantins).

“Isto é o que o Governo diz, mas visitando a zona rural a realidade é outra, pois o governo quer é dinheiro, se pagar ele autoriza, se não pagar ele multa. E por fim fala em “Desmatamento Zero” e se de fato isto acontece só si for dentro de cada quintal de todos os governos do Brasil. E mais não acredito que o desmatamento tenha diminuído, pelo contrario aumentou, porque legalizaram os que estavam irregulares.” Disse João Carlos Lopes – Brigada Anjos da Selva.

Segundo João Carlos, a agricultura é a principal atividade a utilizar o desmatamento irregular no Tocantins, sendo praticado por pequenos, médios e grandes agricultores. Mas as principais infrações ocorrem com os grandes empreendimentos, informou. “A ganância e a crença na impunidade é o que move esse tipo de ação”, disse.

O período em que mais ocorrem os desmatamentos são entre abril e outubro, quando as terras são preparadas para o plantio, conforme o João. As multas aplicadas variam de R$ 100,00 a R$ 300,00, por hectare, se o desmatamento for praticado em área de uso alternativo. Já em reserva legal, a multa é de R$ 5 mil, por hectare, informou o Carlos. Os principais problemas gerados com o desmatamento irregular, segundo João, são o aquecimento global; a perda da biodiversidade; o empobrecimento do solo e a extinção de animais.

Assista os vídeos divulgação no final desta página.

 

 

 

 

 

 

 

 

DIFERENÇA NO NOVO CÓDIGO FLORESTAL

Reportagem: thatyhelly Pires Lopes
Postado porJornal Universo Agora às 11h00min. 23 de fevereiro de 2012