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SECRETARIA DE MEIO AMBIENTE E DEFESA CIVIL MINISTRA UMA SERIE DE PALESTRAS NO MUNICIPIO PARA FINALIZAR SUAS AÇÔES DO ANO.

Reportagem: ASCOM/RÁDIO TALISMÃ FM 87,8
Imagem: ASCOM/RÁDIO TALISMÃ FM 87,8
10/12/2024 - 10:00

Em parceria com a Escola Municipal Talismã e a Associação Anjos da Selva, a Prefeitura de Talismã, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Defesa Civil,  realizou uma serie de palestras para finalizar suas ações do ano e os locais contemplados foram: A Escola Municipal Talismã, Parque Ecológico Roberto Guedes Pereira e Colégio Estadual de Talismã, com os seguintes Temas: Índios Avá-canoeiro (Projeto Resgatando Nossas Raízes), Espécies Nativas do Cerrado. Impactos Ambientais, para alunos e professores das unidades de ensino.

27/11/2024: Escola Municipal Talismã, os 32 alunos do 7º Ano "A" e 7º Ano "B" foram escolhidos para participarem das ações do "Projeto Resgatando Nossas Raízes" com duração de 03 anos. Para conhecer cada objetivo do projeto e o primeiro tema foram os índios que viveram no município de Talismã, sendo eles do povo Avá-canoeiro que até a década de 1960, o grupo era conhecido apenas como “Canoeiro” na literatura, em razão da grande habilidade na utilização de canoas nos primórdios do contato com os colonizadores. O diminuto grupo que sobreviveu no alto Rio Tocantins, conhecido como Rio Maranhão, também é remanescente de aldeias inteiras que foram atacas e destruídas por fazendeiros no século XX, como o massacre da Mata do Café, na década de 1960, quando os sobreviventes passaram a perambular por anos, escondendo-se em grutas, onde foram atacados por uma onça, morrendo uma pessoa, e outros tipos de refúgio em locais de difícil acesso. O Capitão Tomaz de Sousa Villa Real, que realizou uma viagem entre Belém do Pará e a capital de Goiás pelo Rio Araguaia, entre 1791 e 1793, havia sido encarregado em 1789, pelo Presidente da Província de Goiás, de tentar um caminho mais curto até Belém pelo Rio Tocantins. A expedição causou um grande número de mortes, apesar da resistência aguerrida dos Canoeiro, que lutaram com as mulheres e os cães que os acompanhavam. Pedroso (1994) comenta que o massacre ocorreu no local conhecido como Ilha do Tropeço, no Rio Maranhão/Tocantins, perto da atual cidade de Peixe (TO), e é tido pelos autores clássicos da historiografia goiana como o principal fato histórico gerador de seguidas represálias dos índios ao colonizador até meados do século 19. Também foi dito aos alunos sobre o projeto colonial e capitalista de ocupação do interior do país a partir da Marcha para o Oeste, iniciada nos anos 30, no Governo Vargas, que culminou com a construção de Brasília nos anos 50, pelo Governo JK, inaugurando um novo fluxo migratório no Brasil Central, e teve continuidade com o projeto de ocupação da Amazônia nos governos militares, nas décadas de 60 e 70, foi o fator determinante que levou os Avá-Canoeiro à beira da extinção física no século passado. comentou ainda sobre a missão  Frente de Atração comandada pelo  sertanista Israel Praxedes Batista, o qual não teve sucesso e foi substituído do comando da Frente de Atração no fim de 1973 pelo sertanista José Apoena Soares de Meireles, que em um mês decidiu realizar uma aproximação forçada, de supetão. O trabalho do jovem e famoso Apoena dentro da Fazenda Canoanã teve grande destaque e foi acompanhado pela imprensa nacional.  Os seis índios capturados, dois homens, uma mulher e três crianças, foram amarrados sob a mira das armas de fogo dos Xavante e levados para o Capão de Areia, onde a FUNAI montou seu acamamento, e depois para a sede da Fazenda Canuanã, com a certeza de que seriam mortos. As quatro pessoas que fugiram dessa primeira investida da equipe da FUNAI foram contatadas seis meses depois, em 1974, com a ajuda de um dos caçadores de índios da Fazenda Canuanã, que foi integrado à equipe da FUNAI, e do próprio Tutawa, que foi induzido a acreditar, equivocadamente, que ele e sua família poderiam viver em paz em seu território se colaborassem com os sertanistas. O trabalho foi compartilhado em tempo real com a Kamutaja Silva Ãwa - Ava Canoeiro na ilha do Bananal, a qual está apoiando na difusao de seu povo. Sendo exibido em vídeo a primeira e segunda parte documentário  Avá-Canoeiro - A Teia do Povo Invisível. Emocionados alunos e professoras conheceram está historia até então desconhecida da comunidade escolar.

29/11/2024: Os 32 alunos do 7º Ano "A" e 7º Ano "B" da Escola Municipal Talismã que foram escolhidos para o Projeto Resgatando Nossas Raízes, que desta vez temo como tema: Garimpo Ilegal e Arvores e Frutos do Cerrado. O evento foi realizado no Parque Ecológico de Talismã.

Os alunos do ensino fundamental puderam interagir em uma explicação técnica e dinâmica voltada ao tema sobre a importância das Arvores e Frutos do Cerrado,  Garimpo Ilegal e seu impacto na sociedade. O projeto é voltado para escolas, condomínios, empresas, projetos sociais e demais instituições interessadas a receber palestras com temas ambientais.

09/12/2024: Os 35 alunos do 1º, 2º e 3º Ano do período noturno do Colégio Estadual de Talismã, participaram de uma palestra com o Secretario de Meio Ambiente e Defesa Civil, João Carlos Lopes que trouxe o tema: Impactos Ambientais, nesta ocasião os estudantes apreenderam sobre os principais problemas ambientais no Tocantins, que são: 1º - Desmatamento; 2º - Retirada de água do rio: 3º - Uso excessivo de defensivos agrícolas; 4º- Ocupação humana de forma desordenada. Também puderam conhecer um pouco do Projeto Resgatando Nossas Raízes, com o Tema: Avá Canoeiros, o que deixou a todos chocados com a brutalidade empregada contra a etnia e a sua resiliencia.

Com esta sessão, a Secretaria de Meio Ambiente e Defesa Civil, encerra as atividades do gênero do ano de 2024.

Para mais informações entre em contato com a Secretaria de Meio Ambiente e Defesa Civil através do email gruporaizdaterra@hotmail.com ou pelo telefone (63) 98473-1148.

 

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