Brigada Anjos da Selva Realiza a Primeira Queima Controlada de 2012
A Brigada Anjos da Selva foi solicitada no dia 05 junho pela Fazenda Água Boa Município de Talismã, para realizar uma queima controlada nas margens da BR 153, Os brigadista João Carlos (Chefe da Brigada) e o brigadista de combate Evandro das Neves Dourado estiveram no local e o serviço foi prestado. Os interessados nos serviços da Brigada Anjos da Selva da cidade de Talismã poderão entrar em contato pelo Fone: (63) 8473 – 1148 e (63) 3385 – 1246 – E mail: defesacivil@talisma-to.com.br visite o site www.talisma-to.com.br e conheçam o nosso trabalho.
Queima controlada ou prescrita consiste na aplicação do fogo na vegetação nativa ou exótica, sob determinadas condições ambientais que permitam que o fogo mantenha-se confinado em uma determinada área e ao mesmo tempo produza uma intensidade de calor e velocidade de espalhamento desejável aos objetivos do manejo.
O Decreto 2661 de 8 de julho de 1998 em seu artigo 2º permite o emprego do fogo em práticas agropastoris e florestais, mediante queima controlada desde que sejam observadas as normas e condições estabelecidas pelo Decreto.
A decisão de executar uma queima requer, acima de tudo, plena segurança afim de que os objetivos possam ser cumpridos integralmente. Isso implica em uma análise detalhada das condições do terreno, especialmente topografia, características da vegetação (quantidade, condição e distribuição) e variáveis meteorológicas (intensidade e direção do vento predominante, temperatura, umidade, incidência de luz, dentre outros).
O primeiro passo para se proceder a uma queima controlada é a solicitação de uma Autorização de Queima Controlada junto aos órgãos do SISNAMA, no Estado do Tocantins é requerida no NATURATINS, procedimento ocorrerá de forma planejada, com objetivos definidos e considerando os aspectos legais (legislações federais, estaduais e municipais), as técnicas de queima, as condições climáticas, a previsão do comportamento do fogo, vistoria de áreas, os equipamentos e as ferramentas apropriadas.
Apesar do processo de queima controlada ser legalmente permitido e atuar como prevenção a incêndios florestais, não se pode negar a existência de amplas externalidades negativas com a utilização do fogo, que envolvem danos à saúde, empobrecimento gradual do solo, perda de biodiversidade, danos à rede de transmissão elétrica, entre outros. Sendo assim, a utilização de alternativas ao uso do fogo deve ser vista como um procedimento relevante quando se busca a realização de atividades agropecuárias com vistas à sustentabilidade ambiental, social e econômica.
Procedimentos para se realizar uma Queima Controlada
1. Obter autorização do Naturatins para queima controlada. Os documentos necessários são:
* Comprovante de propriedade ou de justa posse do imóvel onde se realizará a queima;
* Cópia da autorização de desmatamento quando legalmente exigida;
* Comunicação de queima controlada
2. Em se tratando de QUEIMA COMUNITÁRIA ou SOLIDÁRIA, reunir e mobilizar os vizinhos de maneira que um possa ajudar o outro. Assim, o calor será menor e o solo será menos impactado com a temperatura.
3. Evitar queimar grandes áreas de uma só vez, pois as distâncias dificultam o controle do fogo.
4. Fazer aceiros, observando as características do terreno e altura da vegetação. Em terreno inclinado, o fogo se alastra mais rapidamente, devendo-se, portanto construir valas na parte mais baixa a fim de evitar que o material em brasa propague o fogo pra outras áreas. A largura mínima desses aceiros deve ser de 3 m. Essa largura deve ser duplicada quando fizer divisa com florestas, áreas de vegetação natural, de preservação permanente, de reserva legal ou quando confrontar com terceiros.
5. Limpar completamente o aceiro, sem deixar restos de folhas ou paus, de qualquer natureza, no meio da faixa.
6. Prestar atenção à força e direção do vento, à umidade e às chuvas. Só queimar quando o vento estiver fraco. Nunca comece um fogo na direção contrária dos ventos. Inicie no sentido dos ventos. Se a queima for realizada após as primeiras chuvas, é possível evitar o risco de o fogo escapar e evitar os danos causados pelo acúmulo de fumaça no ar.
7. Queimar em horas frias, ou seja, de manhã cedo, no final da tarde, ou à noitinha, pois as temperaturas são mais baixas e a vegetação se encontra mais úmida.
8. Corte as árvores altas localizadas no meio da área a ser queimada, pois elas permitem a propagação do fogo à distância pelas fagulhas geradas em sua queima. só provoca acidentes do tipo incêndios em áreas vizinhas.
9. Permaneça na área da queimada, após o fogo, pelo menos, por duas horas, a fim de verificar se não haverá pequenos focos de incêndio, na vizinhança, provocados pelos ventos.
10. Tenha sempre disponível, para ser utilizado, em caso de ter de controlar o fogo, o seguinte material:
a) enxada;
b) abafador;
c) foice;
d) bomba costal;
e) baldes com água.
11. Comunicar os vizinhos sobre hora, local e data da queima que deseja fazer.
12. Em se tratando de áreas próximas a Unidades de Conservação, a área deve estar a mais de 50 metros do aceiro de 10 metros da unidade.
13. É proibido queimar a menos de:
* 15 m de linhas de transmissão
* 100 m de subestação de energia
* 25 m de estações de telecomunicação
* 6 Km do centro da pista de pouso e a menos de 2 Km do perímetro patrimonial do aeródromo
* 15 m das margens de rodovias e ferrovias
* 1000 m do centro de aglomerados urbanos de qualquer porte, ou menos de 500 m a partir do perímetro urbano, se superior.
Intervalo entre as queimas
De maneira geral um dos mais importantes usos da queima controlada é a redução do material combustível. Por este motivo as queimas devem ocorrer em intervalos em que as acumulações de combustível sejam críticas. A determinação destes intervalos são importantes para evitar por exemplo a gradativa degeneração do solo, (causada por queimas anuais). ou o aumento de risco de danos em um incêndio com o excesso de combustível quando as queimas ocorrem em intervalos muito grandes. Alguns autores afirmam que intervalos de 3 anos são os mais adequados, pois não prejudicam o solo e mantém a quantidade de material combustível em níveis seguros.
Plano de queima
Por ser um trabalho altamente técnico que exige conhecimentos do comportamento do fogo, seus efeitos sobre o ambiente e técnicos de combate, a queima controlada necessita da elaboração de um plano escrito e detalhado para cada queima. Os principais pontos abordados em um plano de queima controlada são:
a) Descrição e localização da área a ser queimada. Incluindo tipo de vegetação, topografia, tipo e quantidade de combustível, hectares a serem queimados, um mapa com aceiros, limites da área, estradas, etc.
b) Objetivos da Queima - Definindo as razões para a utilização do fogo, qual a ação esperada do fogo, quanto material combustível será consumido, seu efeito sobre as espécies arbóreas, intensidade, altura de crestamento, etc.
c) Condições Climáticas Ideais - Com base no comportamento do fogo estabelecer os limites dos fatores climáticos (temperatura do ar, velocidade e direção do vento, umidade relativa e índice de perigo do fogo condições sob as quais a queima pode ser realizada sem danos ao ambiente.
d) Técnica de Queima - O método de queima a ser usado depende da quantidade de combustível e da intensidade de fogo desejada. (ex:. queima contra o vento).
e) Vigilância, Controle e Rescaldo - A vigilância durante o transcorrer de uma queima controlada é imprescindível para que o fogo fuja de controle, bem como o rescaldo que se deve eliminar todos os vestígios de fogo remanescentes após o término da queima.
f) Avaliação da Queima- Deve ser realizada após a queima registrando a data, hora da queima e comportamento do fogo observados (velocidade de propagação, intensidade, altura de crestamento e quantidade de combustível consumida), bem como os registros das condições climáticas e os efeitos do fogo sobre o ambiente. Todos estes fatores irão determinar a eficiência da queima.
Postado por Informativo Talismã Agora às 14h30min. 07 de junho de 2012
A Defesa Civil deve estar sempre pronta a acolher a todos que dela, voluntariamente, se propuserem a participar. Pelos interesses comuns deve ser também um sistema envolvente porque integra todas as atividades, quer públicas ou particulares, povo e governo, tanto na cidade quanto no campo.
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